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Natal consciente

Por Gisele Kimura

Não podemos pensar em Natal somente sob o prisma da alegria, presentes e confraternização familiar, embora sejam muito importantes e devem ser realmente cultivados e preservados.

Não há quem não tenha uma boa lembrança desses momentos mágicos em que todos caminham na direção da paz e harmonia.

Aproveitando esse clima de boa vontade natalina, convido todos a fazer uma reflexão sobre o nosso papel na sociedade e em que podemos contribuir em prol de uma vida mais justa e equilibrada, não só no aspecto sociológico, mas também no ecológico. Afinal estes encontram-se ligados de forma inseparável.

Proponho uma confraternização também com a natureza, que o ano novo seja repleto de pequenos qrandes gestos para com a Mãe Terra. Sem um ambiente equilibrado jamais alcançaremos a felicidade por nós tão almejada.

Por isso, o Natal deveria ser também tempo de reciclar, reciclar não só os valores sublimados pelo mundo de consumo em que vivemos, mas tudo o que compramos e ganhamos.

De embalagem em embalagem estamos ferindo seriamente nosso planeta. Simples assim, não reciclar implica em fazer o que repudiamos. O raciocínio deve ser mais matemático: para cada agressão por nós imposta ao meio ambiente, menor a qualidade de nossas próprias vidas.

Não podemos vislumbrar as possibilidades da humanidade sem que elas interajam com meio ambiente em que vivem. Destruí-lo é o mesmo que destruir-nos. E somente pela educação será possível uma tomada de consciência plena. Afinal como iremos pretender que alguém não destrua o meio ambiente, sem que lhe seja dado acesso ao conhecimento e à  cidadania? E isso só acontecerá se contribuirmos e exigirmos dos governos que todos tenham uma escola digna, assim como a dos nossos
filhos.

A uns dias atrás presenciei um garoto com uma armadilha pegando passarinhos, perguntei a ele porque estava sendo tão cruel com os animais, e ele me respondeu que serviriam para alimentar sua família. Diante desse argumento não tive como explicar a gravidade do que ele fazia.

Devemos então nos empenhar para que todos tenham acesso à  dignidade, e só assim estaremos realmente preservando o meio ambiente para os nossos filhos e gerações futuras.

Mas, como isso demanda boa vontade governamental, ou seja, tempo, nós podemos através de pequenas ações pelo menos minimizar os efeitos.

O simples ato de dar a coisa usada um novo destino e fazer com que elas assumam o papel que realmente devem ter, é uma forma de sustentabilidade e consciência ecológica.

Reciclagem significa dar novo uso a um objeto usado, mas pode significar também
dar um novo dono...

Felicidade a todos!

Jornal do Belvedere nº82 - Coluna da Promutuca - Página 2

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