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Transcendência ecológica


Por Ana Christina Figueiredo Naves de Carvalho *


Precisamos pensar em natureza como algo que está intrínseco em nós, mas ao mesmo tempo nos remeta a idéia de que fazemos parte de uma “grande máquina”, onde funcionamos como uma espécie de engrenagem que não pode parar; esta, na eminência de quebrar, deverá ser rapidamente substituída no mínimo por uma de igual tamanho, resistência e aptidão.

Dada essa tomada de consciência, a única solução viável é a transcendência ecológica, sendo preciso lapidar nossos pupilos, ensinando-lhes a respeitar a natureza, fazendo-lhes sentir parte da “grande máquina”, que não pode parar.

Para tanto, é preciso de atores, bons atores que desempenhem o seu papel sem vacilar, pois nessa “máquina” não existe lugar para meros expectadores.

Sob esse prisma é que temos que tratar o tema, cabe a nós, e somente a nós, preparar a engrenagem que irá nos substituir no epílogo de nossas vidas.

Nesse sentido, a reflexão de um gênio da humanidade:

“Daqui a duzentos ou trezentos anos, ou mesmo mil anos – não se trata de exatidão – haverá uma vida nova. Nova e feliz. Não tomaremos parte nessa vida, é verdade...

Mas é para ela que estamos vivendo hoje. É para ela que trabalhamos e, se bem que soframos,
nós a criamos.

E nisso está o objetivo de nossa existência aqui.”
(Tchekhov, Três irmãs)

Nenhum outro dizer traduz com tamanha sabedoria o peso da nossa responsabilidade para com o meio ambiente. Qual a herança ambiental deixaremos para as futuras gerações?

Precisamos agir. Não podemos olhar o mundo como se não houvesse amanhã. A partir do momento que nos tornamos conscientes, a lógica torna-se inquestionável, a desídia do homem de hoje será responsável pela destruição do próprio homem.

* Diretora de Educação Ambiental do Promutuca. www.promutuca.com.br • promutuca@promutuca.com.br • (31) 3581-1166

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