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Desequilíbrio Ecológico

Por Eliane Silva Rosa

Desde quando o Homem começou a conviver em grandes comunidades, ele alterou a natureza de forma a assegurar a própria sobrevivência e lhe proporcionar conforto. O meio ambiente afeta os seres vivos não só pelo espaço necessário à  sua sobrevivência e reprodução— levando, por vezes, ao territorialismo— mas também à s suas funções vitais, incluindo o seu comportamento (estudado pela etologia, que também analisa a evolução dos comportamentos), através do metabolismo. Por essa razão, o meio ambiente—a sua qualidade—determina o número de indivíduos e de espécies que podem viver no mesmo habitat. A superfície da Terra está em constante processo de transformação e, ao longo de seus 4,5 bilhões de anos, o planeta registra drásticas alterações ambientais.

As rupturas na crosta terrestre e a deriva dos continentes mudam a posição destes ao longo de milênios. Em consequência, seus climas passam por grandes transformações. As quatro glaciações já registradas - quando as calotas polares avançam sobre as regiões temperadas - fazem a temperatura média do planeta cair vários graus. Essas mudanças, no entanto, são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. Com o surgimento do homem na face da Terra, o ritmo de mudanças acelera-se. O estilo de desenvolvimento econômico atual estimula o desperdício. Automóveis, eletrodomésticos,roupas e demais utilidades são planejados para durar pouco. apelo ao consumo multiplica a extração de recursos naturais: embalagens sofi sticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumentam a quantidade de lixo no meio ambiente. A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental.Nos países pobres, o ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infra-estrutura, principalmente da rede de saneamento básico. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera, nas águas ou no solo. Cresce o desmatamento e a superexploração da terra. Assim observa-se que a degradação ambiental urbana altera não apenas as condições climáticas locais, mas também agride o meio ambiente, poluindo-o de diversas formas e ao ser humano que nele habita. Embora todos estes problemas ambientais estejam ainda ocorrendo, verifi ca-se uma diminuição signifi cativa em comparação uma preservação ambiental. Governos de diversos países e ONGs de meio ambiente tem atuado no sentido de criar legislações mais rígidas e uma fi scalização mais atuante para combater o crime ecológico. As matas e florestas são de extrema importância para o equilíbrio ecológico do planeta Terra e para o bom funcionamento climático. Espera-se que, no início deste novo século, o homem tome consciência destes problemas e comece a perceber que antes do dinheiro está a vida de nosso planeta e o futuro das gerações futuras. Nossos fi lhos têm o direito de viverem num mundo melhor. As fl orestas são o habitat mais rico e diversifi cado do planeta. Entretanto, são elas as maiores vítimas do "progresso” - se assim podemos chamar - do homem "Cuidar dos ambientes: natural, construído, do trabalho e cultural é manter condições básicas para uma vida saudável, sem queimadas indiscriminadas que causem a poluição do ar que respiramos; sem contaminação das águas que vamos beber e utilizar em nossas atividades; sem poluição visual excessiva que deteriore a paisagem; sem contaminação do trabalhador por produtos químicos; sem degradações ambientais que destruam nossos patrimônios naturais, nossas possibilidades de renda futura. Enfim, é cuidar da nossa própria vida”.

Jornal do Belvedere nº65 - Coluna da Promutuca - Página 2

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