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Informativo Promutuca 5 - Editorial

O Vale do Mutuca é área de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado, dois dos biomas mais ameaçados do planeta. A primeira edição deste Informativo (Set/Out 2009), na seção “Quanto Vale”, abordou o assunto em entrevista com o biólogo Pedro Viana, morador do Vila d`El Rey. Ele explicou sobre a necessidade da urgência de ações a fim de reverter o ritmo acelerado da devastação que coloca em risco a biodiversidade desses biomas. Porém, desde então, infelizmente têm sido divulgados novos levantamentos que comprovam esse alerta, e que ainda há muito a ser feito para preservar as áreas remanescentes de Cerrado e Mata Atlântica.

Para se ter uma idéia, dados recentes publicados no “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/ONG SOS Mata Atlântica, revelam que Minas Gerais liderou de 2008 a 2010 o desmatamento da Mata Atlântica no pais, onde só restam 7,9% dessa vegetação original. Em relação ao Cerrado, restam 44,8% da cobertura no Brasil. Mas os números também são preocupantes. Somente de 2002 a 2008 foram perdidos 2,7% da área do Cerrado no território brasileiro, percentual equivalente a 27 cidades do tamanho de Belo Horizonte, segundo dados do Ibama.

De posse dessas informações, reafirmamos nosso compromisso de defender o Vale do Mutuca contra todas as agressões ambientais, entre elas a poluição sonora, uma das reportagens deste Informativo. E o que nos incentiva a continuar é o apoio de pessoas que compartilham nossas idéias. A exemplo dos que participaram, em maio, da Caminhada Ecológica do Córrego do Mutuca. E, também, o atual síndico do Estância Serrana, que ajudou a transformar oficialmente o condomínio em área de soltura de animais silvestres. Confira esses assuntos nesta edição.

Gisele Kimura
Presidente da Diretoria Executiva