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Parque Nacional Serra da Gandarela


A Serra do Gandarela, localizada nos municípios de Caeté, Santa Barbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Itabirito e Raposos na região metropolitana de Belo Horizonte, é a última região ainda não explorada intensivamente pela mineração no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais.


Na Serra encontram-se as últimas amostras de cangas, que abrigam os ameaçadíssimos “campos ferruginosos” e que funcionam como proteção do lençol freático, responsável por alimentar centenas de nascentes e dezenas de cachoeiras de águas cristalinas, em uma paisagem deslumbrante. Essas águas vão em parte para o Rio Doce, através do Rio Conceição e em parte para o Rio das Velhas, afluente do São Francisco e respondem por parte significativa do abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte.


Na mesma região encontra-se ainda o segundo maior remanescente de Mata Atlântica do Estado. Por todas essas razões, há um forte e organizado movimento pela preservação da Serra do Gandarela e uma proposta de criação de um Parque Nacional, elaborada em 2009 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.


CONQUISTAS


De acordo com Maria Teresa Viana de Freitas Corujo, membro do Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela desde o início, uma das grandes conquistas do Movimento foi a realização, em maio de 2012, de consultas públicas em seis municípios, em cumprimento à medida liminar pretendida pelo Ministério Público Federal, que determinou também a entrega de toda a documentação do projeto de criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela ao Governo Federal, até o dia 31 de dezembro de 2012.


Apesar dos fatores que dificultam a caminhada, como o enorme interesse pelo minério na região; o paradigma, também na visão do Governo, de que a mineração é a principal atividade econômica do Estado; e a falta de apoio de vereadores e prefeitos dos municípios da Serra, o Movimento conta com parcerias fundamentais: professores e estudantes universitários, ONGs, associações comunitárias, músicos, fotógrafos e outros, além do Ministério Público Federal e Estadual que também apoiam o Movimento.


Outra conquista, na opinião de Maria Teresa é que, finalmente, após grande pressão da sociedade, o Governo do Estado começa a reconhecer a importância da criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela. “Mas, para além do esforço de cada um, as pessoas do Movimento sabem que a Serra do Gandarela, com toda a sua riqueza, é um lugar sagrado. E é sua própria energia que possibilita e fortalece a nossa caminhada”, afirma a integrante do Movimento.
Para Maria Teresa, o grande desafio agora, é garantir que a pressão social faça com que a presidente Dilma Rousseff assine o Decreto de Criação do Parque no início do próximo ano.


AMEAÇA


A notícia divulgada, recentemente, de que o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG, Adriano Magalhães, liberou empreendimentos de mineração de pequeno porte na região do Gandarela deixou indignados os integrantes do movimento e todos que apóiam essa causa, como é o caso da Promutuca. É preciso ficar atento a essas movimentações e agir rápido, dentro da âmbito da lei, para evitar a degradação de áreas que devem ser preservadas.


Unir forças com entidades sérias, que buscam a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, faz parte da proposta de atuação da Promutuca. Por isso, abrimos espaço, nesta edição, para o movimento que se empenha na criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela.

 

Promutuca faz visita à Vale para conhecer projetos para a região

Uma das estratégias da diretoria da Promutuca tem sido a de se aproximar da administração de empresas e entidades que, de certa maneira, interferem na preservação das áreas verdes da região do Vale da Mutuca e na vida dos moradores dos condomínios. O objetivo, conforme o presidente da Promutuca, Flávio Krollmann, é de conhecer melhor os projetos e intenções dessas empresas, abrindo um canal de diálogo com elas.


Seguindo esse princípio, ele solicitou uma reunião com a administração da Vale, que é dona de áreas em torno dos condomínios. Sua intenção foi saber quais os projetos que a empresa pretende implementar no local e conferir se isso será feito de uma forma sustentável. “Fui recebido por representantes da Vale, que nos falaram dos empreendimentos dela no local e da preocupação da empresa com a preservação do Vale do Mutuca”, comenta.


Posteriormente, a direção da Vale fez um convite ao presidente da Promutuca para que ele conhecesse a reserva do Tumbá, mantida pela empresa no local. Krollmann relata que foi uma visita bastante proveitosa e houve a garantia dos representantes da Vale de que na área da reserva, que fica bem próxima dos condomínios, não será instalado nenhum empreendimento minerário ou residencial.


Aproveitando a ocasião, o presidente da Promutuca sugeriu que a área da reserva do Tumbá seja aumentada. O objetivo é englobar um trecho de cerrado da região. Os representantes da Vale ficaram de estudar a proposta. Jornalistas da Revista Ecológico, que faziam uma reportagem sobre a reserva, acompanharam a visita.


Segundo Krollmann, outras empresas que atuam no Vale do Mutuca poderão ser procuradas para que a Promutuca obtenha informações das intenções que elas têm em relação à região. “É por meio de encontros, conversas, negociações e adoção de medidas drásticas, como ações judiciais e a mobilização dos moradores quando for necessário, que pretendemos nos relacionar com empresas e entidades que desenvolvem projetos no entorno dos condomínios”, salienta.