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Criação de CORREDOR ECOLÓGICO exige participação dos moradores


A Promutuca está empenhada para criação do corredor ecológico ligando o ecossistema do Rio Paraopeba ao ecossistema do Rio das Velhas, em Nova Lima (MG). O conceito de corredor ecológico ou “corredor de biodiversidade”, usado pelo Projeto Corredores Ecológicos do Ministério do Meio Ambiente, refere-se à mesma estratégia de gestão da paisagem. Nessa concepção, eles englobam todas as áreas protegidas e os interstícios entre elas.


Já foram feitos estudos que comprovam a viabilidade de se criar esse corredor ecológico. O passo seguinte será cuidar da demarcação da área e montar o processo judicial para ser encaminhado às esferas municipal, estadual e federal. Segundo o ex-presidente da Promutuca, Julio Grillo, essa nova etapa precisa ser iniciada agora, mas isso só ocorrerá se houver a participação efetiva dos moradores dos condomínios associados à entidade.


Co-autor de estudo e de artigo sobre o corredor ecológico que englobará parte da área do Vale do Mutuca (acesse o link http://www.ecodebate.com.br/2012/08/01/corredor-ecologico-rio-das-velhas-paraopeba-em-nova-lima-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves-e-julio-grillo), o ambientalista explica que será necessário contratar-se um técnico para fazer a demarcação do corredor ecológico. Também será preciso requisitar-se os serviços de um advogado para providenciar a documentação, que vai embasar o projeto de Lei complementar, necessário para a criação da nova reserva. Grillo salienta que é fundamental que os moradores dos condomínios que integram a Promutuca participem dessa nova etapa do processo e colaborem financeiramente para viabilizá-lo.


O ex-presidente da Promutuca explica que o capítulo 50, da Lei que cria o Plano Diretor de Nova Lima, prevê a apresentação de Projetos de Lei Complementar, como esse que deve ser elaborado para criação do corredor ecológico, ligando os ecossistemas dos Rios Paraopeba e Velhas. “Isso precisa ser feito rápido, para evitar que projetos imobiliários que não respeitam o meio ambiente inviabilizem a criação dessa reserva”, alerta.


Encaminhamento do processo


Depois que for realizada a demarcação do corredor ecológico e montado o processo judicial, a proposta de Grillo é de que a Promutuca faça seu encaminhamento aos órgãos competentes. Na esfera municipal, o documento (Projeto de Lei Complementar ao Plano Diretor) será entregue à Prefeitura de Nova Lima; em âmbito estadual, ao órgão de planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte e à Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais; e, no campo federal, ele será entregue ao Serviço Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e à Superintendência Regional do Ibama.


De acordo com o ex-presidente da Promutuca, a participação dos moradores na criação do corredor ecológico será fundamental, pois a única conexão física entre as bacias do Rio Paraopeba e o Rio das Velhas, em um raio de aproximadamente 40 quilômetros, tendo como centro o Viaduto do Mutuca, fica no limite entre os municípios de Brumadinho, Nova Lima e Belo Horizonte, no vale do ribeirão do Mutuca e passa embaixo do Viaduto do Mutuca. “Precisamos garantir a integridade dessa conexão para que essa reserva possa ser regulamentada pela lei”, adverte.


Uma terceira etapa de trabalho deverá ser desencadeada, caso o corredor ecológico seja de fato criado. Grillo propõe o desenvolvimento de uma campanha de educação ambiental junto aos moradores e funcionários de lotes que chegam até aos córregos ou cursos d’água. Eles não poderão cortar os sub-bosques das áreas não edificantes dos seus lotes e terão que redobrar o cuidado com os animais domésticos (que tenham instintos de caçadores como gatos e cães de caça), pois haverá um fluxo de fauna nativa no local. “Todos, no entanto, deverão contribuir para preservar a maior área possível da mata nativa da região”, conclama.


Do ponto de vista da biodiversidade, os ganhos a serem obtidos com a criação do corredor ecológico, ligando os ecossistemas dos Rios Paraopeba e Velhas, serão imensos. Conforme o ex-presidente da Associação Promutuca, por meio da faixa de mata em torno do Ribeirão do Mutuca será possível ligar importantes remanescentes florestais, possibilitando o deslocamento dos animais e a permuta genética entre a flora da região. “A criação do corredor ecológico garantirá a preservação desse ecossistema, além de manter viva a esperança de pessoas e de entidades, como a Associação Promutuca, que defendem o desenvolvimento com sustentabilidade”, conclui..