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Movimentações na área do Anexo do Vila Del Rey preocupam moradores


Nos últimos meses, tem sido verificada uma movimentação de pessoas realizando pequenas obras e medindo lotes na área denominada Anexo do Vila Del Rey. Já foi realizado o calçamento de uma rua e, recentemente, foram instaladas canaletas para escoamento de água pluvial. Conversando com uma equipe que trabalhava no local, nossa reportagem teve acesso a um projeto de demarcação de cerca de 300 lotes na área.


Caso se concretize, o impacto ambiental desse empreendimento no vale do Mutuca será enorme. Um dos principais prejuízos será para as nascentes do córrego do Gregório que ficam no local. São três nascentes que precisam da proteção da mata ciliar para que o volume de água que alimenta o córrego não diminua. O loteamento da área coloca em risco essa importante fonte hidrográfica do vale do Mutuca.


A flora e a fauna também sofrerão sérios danos caso o Anexo do Vila Del Rey saia do papel. Todos sabem como é rica a vegetação dessa região, congregando inúmeras espécies. Há ainda uma variedade considerável de animais, aves e insetos que seriam expulsos de seu habitat natural.
Nada de oficial.


A Promutuca recebeu algumas denúncias sobre essa movimentação em torno do Anexo do Vila Del Rey e tem acompanhado atentamente a questão. Técnicos da Caluma, empresa de consultoria ambiental contratada pela ONG, fizeram um levantamento na Prefeitura de Nova Lima e não encontraram nenhum registro do empreendimento. Os advogados da Promutuca irão aprofundar essa investigação.


A suspeita é de que o Anexo do Vila Del Rey tenha sido aprovado antes da Lei 6.766, que determina que os empreendimentos imobiliários mantenham afastamento dos mananciais, respeitem a declividade dos terrenos e áreas verdes de preservação. Quando essa lei foi sancionada, em 1979, os donos dos empreendimentos tiveram um tempo para fazer as adequações nos projetos e reapresentá-los. No caso do Anexo do Vila Del Rey, isso não foi feito e o projeto “caducou”.


O grande temor dos moradores é que a história do Vila Castela 2 se repita. É preciso ficar atento e exigir que as leis ambientais sejam cumpridas.