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Corredor Ecológico ganha força, mas aumenta a pressão contra a sua regulamentação.

Atualmente, ao sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a única conexão física entre as bacias do rio Paraopeba e do rio das Velhas, em um raio de aproximadamente 40 quilômetros, fica no limite entre os municípios de Brumadinho, Nova Lima e Belo Horizonte, no vale do ribeirão do Mutuca.
O projeto da Promutuca para a criação de um corredor ecológico ligando o ecossistema do rio Paraopeba ao ecossistema do rio das Velhas, no município de Nova Lima (MG), está mais perto de se tornar realidade.
Depois de realizar estudos que comprovaram a sua viabilidade e demarcaram sua área, nos meses de janeiro e fevereiro de 2013, a Promutuca preparou a documentação necessária para embasar o projeto de lei de criação do Corredor Ecológico do Vale do Mutuca.
Os documentos já foram entregues à Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Vereadores, Ângela Lima, que está preparando o texto da lei complementar, conforme exigência do atual Plano Diretor de Nova Lima, em seu artigo 50, para a regulamentação da nova reserva.
Outra conquista importante foi que a Conferência da Cidade de Nova Lima, realizada no último mês de maio, com a participação expressiva de representantes da Promutuca, votou e aprovou, como pressuposto para a revisão do atual Plano Diretor, a regulamentação dos corredores ecológicos do município.
Paralelamente, a Ação Civil Pública que o Ministério Público de Minas Gerais está movendo contra o Estado em relação ao zoneamento da Área de Proteção Ambiental (APA) Sul condenou o réu a implantar, no prazo de 12 meses, os programas de gestão, conservação e preservação dos atributos naturais e culturais da área, previstos no Plano de Manejo, entre os quais, a criação de corredores ecológicos, interligando as diversas unidades de conservação federais, estaduais e municipais.
Os ganhos a serem obtidos com o Corredor Ecológico do Vale do Mutuca serão imensos. Por meio da faixa de mata em torno do ribeirão do Mutuca será possível ligar importantes remanescentes florestais, permitindo o deslocamento de animais como onças, lobos, raposas, micos e pássaros de diversas espécies que, comprovadamente, circulam pelo vale.
Defender o pouco que restou do ecossistema da RMBH é, antes de tudo, um dever ético, diante da dívida ambiental acumulada com a natureza e as espécies vivas da região. Mas também é uma forma de garantir a continuidade da disponibilidade de água limpa e de qualidade para os habitantes urbanos.
Infelizmente, a pressão por parte dos interesses imobiliários para que os corredores ecológicos não sejam formalizados sempre foi, e continua sendo, muito grande. Por isso, torna-se imprescindível o apoio e a participação da sociedade para fortalecer o projeto do Corredor Ecológico e, assim, garantir a conservação dessa pequena parte do ecossistema que ainda se mantém viva, dando esperança de uma convivência harmoniosa entre o ser humano e as demais espécies da natureza.
Os corredores ecológicos da região serão tema de um seminário a ser promovido no mês de setembro pelo Comitê da Bacia do Rio das Velhas.
Você, caro leitor, está convidado a participar. Será um momento importante para mostrar a nossa força e a nossa união para manter viva a esperança de pessoas e de entidades, como a Associação Promutuca, que defendem o desenvolvimento com sustentabilidade.

Julio Grillo

Conselheiro da
Promutuca



 

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