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Entrevista - deputado estadual Fred Costa (PEN)
- presidente do Partido Ecológico Nacional em MG

A causa da criação do corredor ecológico, unindo as bacias dos Rios Paraopeba e Velhas, foi abraçada pelo deputado Fred Costa (PEN). Na opinião dele, essa medida irá resguardar a vegetação fl orestal presente sob o Viaduto da bacia do Córrego do Mutuca, a própria Bacia, a mata ciliar presente no entorno do Córrego do Mutuca, o lençol freático da Bacia e as águas da Bacia do Córrego do Mutuca.

Fred Costa elogia a atuação da Promutuca e de outras associações que defendem o desenvolvimento sustentável. “Vários tratados e acordos internacionais só se realizam devido ao intenso trabalho destas organizações, pelo fato de provocarem e policiarem as ações governamentais”, ressalta.

Como está o projeto que cria o Parque Lagoa Seca, em Nova Lima, e como será esse parque?

O que pretendemos em primeiro lugar é aprovar o projeto de lei, que atualmente tramita em 1º turno na Comissão de Constituição e Justiça, para que, desta forma, possamos garantir a proteção da área em sua integralidade. Posterior a isso, viabilizar a manutenção e proteção das áreas vegetadas e promover a recuperação das
demais.

A criação do corredor ecológico, unindo as bacias dos rios Paraopeba e Velhas, é uma proposta da Promutuca e de outras entidades
que defendem o desenvolvimento sustentável, que foi encampada pelo senhor. Por que o senhor abraçou essa ideia e como vê essa
questão dos corredores ecológicos?

A criação do corredor ecológico do Vale da Mutuca é de suma importância para a preservaçãoda fauna, biota e do meio ambiente
como um todo. Abracei esta ideia, pois acredito que é a maneira mais efi caz de preservar a biota que interliga as bacias do Rio das Velhas e do Rio Paraopeba. Ao se reconhecer o Vale do Mutuca como corredor ecológico resguardar-se-á a vegetação florestal, presente sob o Viaduto da bacia do Córrego do Mutuca, a própria Bacia, a mata ciliar presente no entorno do Córrego do Mutuca, o lençol freático da Bacia e as águas da Bacia do Córrego Mutuca. Os corredores ecológicos reconhecidos são uma vitória para a população de uma maneira geral, já que proporcionarão e resguardarão o deslocamento de animais, a dispersão de sementes, o aumento da cobertura vegetal e o bem estar das populações de sua área.

A Promutuca e outras entidades parceiras vêm lutando, há algumas décadas, em defesa do desenvolvimento sustentável do Vale do Mutuca. Na sua opinião, qual a importância do trabalho dessas entidades na defesa da vida no Planeta?

Numa visão micro, a ocupação na região e adjacências tem se dado de forma desordenada e a ação minerária, às vezes exagerada,
vêm deixando um legado negativo. Creio que esse quadro certamente estaria infinitamente pior se não fosse a abnegada luta dos movimentos sociais organizados. No Brasil e em nível mundial, as ONGs vêm se mostrando cada vez mais relevantes socialmente e reconhecidas por sua força e persistência. Acredito que vários tratados e acordos internacionais só se realizam devido ao intenso trabalho dessas organizações, pelo fato de provocarem e policiarem as ações governamentais.

O aumento da frota de veículos, que elevou a emissão de CO2, a redução de áreas verdes, a poluição industrial, o crescimento da
cobertura asfáltica e a verticalização das cidades, trouxeram sérias consequências para a Região Metropolitana de Belo Horizonte
(RMBH). Entre elas podemos citar a elevação das temperaturas, secas prolongadas, temporais e piora da qualidade de vida da
população. O que é preciso ser feito para atacar esses problemas?

Necessitamos de gestores comprometidos, verdadeiramente, com o desenvolvimento sustentável e que trabalhem uma agenda
positiva, investindo, inclusive, fortemente, em educação ambiental. Acredito que, nos dias atuais, todas as pessoas se preocupem, em maior ou menor grau, entretanto, poucas têm uma consciência clara e crítica. Enquanto cidadãos é nosso dever assumir o compromisso de contribuir com a perpetuação da espécie.

O senhor acredita que é viável uma parceria entre a Promutuca e as entidades parceiras com os poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário no sentido de frear as degradações ambientais e garantir o desenvolvimento sustentável na RMBH?

Evidentemente que sim e quero, cada vez mais, ser partícipe, pois entendo que este é o real caminho. O Poder Legislativo tem de ser uma caixa de ressonância dos anseios da sociedade e o formulador de leis que tratam deste tema. Já o Executivo deve executar a vontade da maioria. Quanto ao Poder Judiciário, no que tange às suas ações, se provocado deve estar afi nado com a sociedade civil organizada.

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