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Poluição Sonora também é agressão ambiental

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”

A poluição sonora também é uma agressão ambiental, com reflexos negativos no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas. Por esse motivo, a Promutuca em breve dará início a um programa de medição de sons e ruídos nas unidades que compõem a Associação. As medições serão feitas por meio de um decibelímetro cedido em comodato pela administração do Condomínio Vila d´El Rey, e acontecerão periodicamente e em horários distintos. O principal objetivo, de acordo com a presidente da Promutuca, Gisele Kimura, é ter dados primários que permitam um acompanhamento da situação ambiental no vale. A Promutuca também poderá auxiliar síndicos e gerentes de condomínios em relação à legislação ambiental aplicável. É importante conscientizar todos os moradores do Vale de que a poluição sonora é nociva à saúde.

No Vale do Mutuca, ainda se desfruta de um ambiente relativamente privilegiado. No entanto, há eventos que geram ruídos acima dos limites aceitáveis, tais como festas e veículos motorizados. Nesta e em qualquer outra situação, o bom senso deve sempre prevalecer a fim de que seja preservada, inclusive, a boa qualidade das relações entre vizinhos. É importante entender que ruído é uma questão de saúde, acima de tudo.

Embrião da Promutuca - Em 1991, a questão da poluição sonora foi o embrião do surgimento formal da Promutuca como entidade de proteção ambiental. A afirmação é do conselheiro deliberativo Júlio Grillo, morador do Vila d’El Rey. Ele conta que, na época a MBR construiu um teleférico para transporte de minério de ferro da Mina do Mutuca para o terminal ferroviário de Águas Claras justamente sobre o Vale do Mutuca. “A poluição sonora era gritante. E a primeira ação da Promutuca como entidade de proteção ambiental foi justamente lutar contra essa agressão”, afirma. Segundo ele, o processo obteve êxito junto à Feam – Fundação Estadual do Meio Ambiente, que determinou à MBR a revisão do projeto original, com a substituição do teleférico por uma correia transportadora encapsulada a fim de minimizar os ruídos e a conseqüente poluição sonora.

Júlio Grillo informa que, para o sucesso desta reivindicação da Promutuca junto à Feam, foi fundamental a medição dos ruídos de fundo do Vale do Mutuca por uma empresa especializada, em horários que não tivessem a interferência da fonte emissora dos ruídos - no caso, o teleférico da MBR.

No inicio da década de 90, as medições indicaram que o ruído de fundo do Vale do Mutuca girava em torno de 40db. Hoje, as medições que serão feitas pela Promutuca terão como finalidade avaliar a situação atual, levando- se em consideração as mudanças ocorridas no período, entre elas principalmente o crescimento
demográfico na região.