Portal Promutuca

Twitter Flickr YouTube Google Facebook

Gente do Vale

“O contato direto com a natureza é um privilégio. Gosto do silêncio, de estar longe dos problemas inerentes à vida urbana, como o trânsito e a poluição. O clima também é excelente, me sinto muito bem adaptado. Além disso, morar no Vale do Mutuca hoje é mais prático do que antigamente. A metrópole e suas comodidades estão bem mais próximas.”
Kurt Emil Jentzsch, do Estância Serrana,
há 45 anos no Vale do Mutuca

Kurt Emil Jentzsch, 93 anos, é o mais antigo morador do Vale do Mutuca. Natural da Saxônia, Alemanha, ele veio para o Brasil em 1951. Em 1965, com sua esposa Lieselotte e três filhos, fixou residência no Estância Serrana, o primeiro dos condomínios instalados na região, mais precisamente em 1958, a partir do loteamento do terreno de 340mil m2 adquirido junto ao antigo proprietário, Fernando Conde.
Naquela época, o Estância Serrana era conhecido como “Morro do Chucrutes”, em alusão às seis famílias de alemães funcionários da Mannesmann que elegeram o local para viver. “Fomos taxados de loucos. Nossos amigos nos perguntavam: - Vão morar no meio dos bichos?” conta, bem humorado, Kurt Jentzsch, que na época exercia a chefia do departamento de economia técnica na companhia alemã. A casa da família Jentzsch foi a quinta construída no Estância Serrana.
O questionamento era justificável. Além da distância de Belo Horizonte, no condomínio como em todo o Vale do Mutuca ainda não havia serviços básicos como luz elétrica, telefonia e redes de água e esgoto. “Tudo era tão difícil. Os moradores que quisessem fazer compras, principalmente aos domingos, tinham que recorrer à Padaria Savassi ou ao Serve Bem, uma espécie de mini shopping que funcionava ao lado do Cine Pathé, em Belo Horizonte”, ilustra Kurt Jentzsch. Ele foi síndico do Estância Serrana por dois mandatos, o primeiro no início da década de 80. Entre outras realizações, intermediou a instalação do serviço de telefonia fixa no condomínio.
Porém, Kurt Jentzsch defende que esses aparentes empecilhos na verdade sempre foram compensados por singelos prazeres proporcionados pelo Vale do Mutuca, como a observação diária da fauna em seu genuíno habitat. Infelizmente, ele revela que tem percebido diminuição do número de animais a cada ano, o que justifica a necessidade da constante vigilância sobre a preservação das matas e nascentes da região. “O amor e o respeito pela meio ambiente é um dos principais legados que pretendo deixar para não apenas para meus filhos como também para os meus sete netos e três bisnetos”, finaliza Kurt Jentzsch.

“Como somos privilegiados! Esse é o primeiro pensamento que vem em mente quando me perguntam o que significa morar no Vale do Mutuca. Poder apreciar a natureza diariamente e usufruí-la. Sair para trabalhar com o canto dos pássaros e voltar para casa com o canto das cigarras.
Só quem mora no Vale do Mutuca sabe o que é dar passagem para uma família de quatis; ou ter como vizinhos um tatu e seus filhotes, assim como gambás, jacus, iguanas, preguiças, micos, tucanos, entre outros, no seu quintal. Sem contar a flora que nos rodeia e nos encanta: árvores, arbustos, flores que brotam sem cessar.
A preservação dos recursos naturais do Vale do Mutuca não se mantêm sem garantias de proteção. É preciso manter o equilíbrio ecológico da região, constantemente assediada por grupos imobiliários. E o papel da Promutuca, nesses seus 20 anos de existência, tem sido fundamental para que isso aconteça”.
A artista plástica Kátia Resende reside no Bosque da Ribeira há 13 anos. Casada com o economista Antonio de Lara Resende Neto, ela sempre fez questão de transmitir conceitos de preservação ambiental aos filhos Mateus, 18, Fernando, 15, e Laura, 11 anos.