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Vale Saber

Importa o que se fez, como se compreende o ambiente, como se encara o futuro.


Lamentavelmente não conseguimos muito, mas houve vitórias.


Desde os primeiros momentos - quando nos colocamos contra um teleférico fruto de parceria entre um Estado subornável e uma iniciativa empresarial incompetente até para projetar e operar o equipamento que desejava - até o presente - quando somos obrigados a ensinar este Estado a fazer valer as leis que ele mesmo criou e a impedir que grileiros da natureza usurpem e destruam vegetação e cursos d’água que não lhes pertencem - procuramos tanto combater inimigos insidiosos e travestidos de homens de negócio e funcionários públicos carreiristas e ávidos por vantagens pessoais quanto conquistar a atenção de cidadãos de bem indiferentes.


Nesse teatro de guerra em que foi transformado o ambiente em que vivemos, tornado confuso e complexo pelos que lucram com o descaso do cidadão e a desinformação da sociedade, quem são nossos inimigos?
Mais que aquele incorporador que se diz portador do progresso, mas ‘mete os pés pelas mãos’, ou aquele funcionário público corrupto, nossos inimigos são a ignorância e a má-fé. Poderosas indutoras do crime, elas disseminam-se por todos os cantos, todos os corações. Até nossos melhores combatentes caem, às vezes, contaminados pela traiçoeira sedução da má informação, pelo canto suave da vantagem pessoal e da preguiçosa indiferença. É contra elas, ignorância e má-fé, que devemos assestar nossa artilharia.


Avaliando o futuro próximo, como lutar contra inimigos tão elusivos?


Como vencer conceitos?


Com inteligência para perceber que, vinte anos depois, ainda somos muito poucos e que não há como ser eficaz uma infantaria de três ou quatro soldados. Nossa primeira meta, portanto, é crescer o número de moradores que atuam pela causa e o número de eleitores do Vale do Mutuca registrados em Nova Lima. Este é um esforço permanente, uma tarefa constante da qual todos temos que participar. A via secundária de coletar dinheiro e contratar outros para agirem em nosso nome - em outras palavras, a terceirização de nossa felicidade -, conquanto útil em algumas circunstâncias específicas, não é nosso objetivo maior e traz o risco de nos tornar meros repassadores de recursos. Crescer é a palavra de ordem.
Com decência e boa-fé para argumentar com paciência e mostrar o caminho aos que ainda não foram iniciados na árdua tarefa de lutar pela própria dignidade. Educar para o ambiente; familiarizar as pessoas, muitas oriundas de caóticas urbes, com o entorno que as recebe e completa. Fazer com que percebam a hipocrisia subjacente à retórica da responsabilidade social corporativa e que tais, educação e informação consistentes e permanentes, é a palavra de ordem.


Sim, “eles são muitos, mas não podem voar”.


Francisco de Souza Barros
Cofundador, Conselheiro Deliberativo e Primeiro Presidente da Promutuca