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Preservação ambiental é prioridade no Villa Alpina

A partir desta edição, o Informativo Promutuca reservará espaço às principais questões ambientais que afetam todos os condomínios que compõem a Associação. Para inaugurar a seção, acompanhe a seguir a entrevista com Divino Menezes e Ernesto Lolato, respectivamente síndico e sub-síndico de meio ambiente do Villa Alpina.

Qual é a atual situação ambiental do Condomínio Villa Alpina?
O Condomínio Residencial Villa Alpina, aprovado pelo Decreto 1.498/98 de 19/02/1998, da Prefeitura Municipal de Nova Lima, foi concebido pelos empreendedores para ser uma referência de defesa ambiental em um contexto empresarial. E foi bem sucedido em seus objetivos. Tanto que já foi indicado pela Área de Proteção Ambiental – APA Sul como empreendimento modelo na área ambiental.

Já no primeiro mandato de sua gestão administrativa, a diretoria do Villa Alpina, por meio da pasta de Meio Ambiente, contratou a empresa Brandt Meio Ambiente, especializada em consultoria e projetos ambientais, para elaborar o manual Villa Alpina e o Meio Ambiente. Nessa época ainda não havia nenhum imóvel construído no Condomínio, e o principal objetivo foi que o manual representasse os anseios dos proprietários de lotes relativos à questão da preservação. Ou seja, que o manual orientasse cada proprietário a construir sua unidade de forma que gerasse o menor impacto ambiental possível, e também norteasse a diretoria em relação ao tratamento adequado às enormes áreas verdes, vegetadas ou não, localizadas na região.

Há seis anos, todo condômino que inicia uma obra no Condomínio recebe esse livreto e também participa, juntamente com o sub-síndico de Meio Ambiente e o arquiteto do Villa Alpina, de um encontro presencial para tratar sobre os perigos de se construir sem a devida atenção a problemas como dejetos, restos de obra, desmatamento desnecessário, entre outros. As orientações são prestadas conforme o que preconizam as Normas de Uso, Ocupação e Preservação Ecológica do Residencial Villa Alpina, documento definido em convenção e que também é entregue ao novo condômino durante essa reunião, e está disponível no site www.villaalpina.com.br.

Quais são os principais objetivos da administração na área ambiental?
Fazer com que cada condômino coloque em prática as Normas de Uso, Ocupação e Preservação Ecológica do Residencial Villa Alpina a fim de proteger o meio ambiente. Em resumo, isso significa evitar ao máximo o desmatamento de lotes e o início de obras no período de chuvas. Por parte da administração, algumas das principais metas são prever e conter erosões, combate a focos de incêndio, além de conscientizar os condôminos sobre a necessidade do plantio de espécies vegetais em suas propriedades, e sobre os devidos cuidados a serem tomados a fim de preservar as nascentes de água, bem como a fauna e a flora.

A topografia montanhosa da região onde está instalado o Villa Alpina fez com que os lotes ficassem situados nos cumes e no fundo dos vales, com grandes áreas verdes entre eles. Nestas faixas, como também ao longo das matas ciliares, a administração do Villa Alpina implementou um ambicioso plano de reflorestamento. Ao longo de oito anos de trabalho foram plantadas aproximadamente 14 mil mudas de espécies nativas, com a utilização de insumos de última geração que garantiram menos de 4% de perda durante esse período. Tendo como base as indicações do manual Villa Alpina e o Meio Ambiente, até 2008 foram plantadas 2 mil mudas anualmente, e até o final de 2010 a previsão é que outras 3,5 mil mudas serão plantadas.

Porém, outras ações de preservação ambiental merecem destaque no Villa Alpina, como a criação de uma Brigada de Incêndio, treinada pelo Corpo de Bombeiros e submetida a reciclagem a cada dois anos. A Brigada conta com a participação dos condôminos, e atua com sucesso não apenas nos limites do Villa Alpina como também nos condomínios adjacentes .
Estamos também na fase inicial da ampliação da rede de hidrantes, que garantirá o combate mais efetivo dos focos de incêndio e a irrigação de áreas verdes comuns.

Merecem destaque também a coleta de pilhas descartadas e de óleo vegetal através de recipientes próprios localizados na cancela de saída do Condomínio, e o desenvolvimento de projeto de implantação de compostagem, para tratamento de lixo orgânico. A proposta é que restos de alimentos, estercos, aparas de grama, folhas, galhos, enfim, todo o material animal ou vegetal passível de entrar na produção do composto retorne como adubo a ser utilizado nas próprias residências do Condomínio.

Quais os principais problemas ou dificuldades enfrentados pelo Condomínio na área ambiental?
A falta de conscientização dos moradores em relação à importância do cumprimento das Normas de Uso, Ocupação e Preservação Ecológica do Residencial Villa Alpina; o desrespeito dos regulamentos internos por parte das construtoras; e a aparente falta de interesse das autoridades e órgãos oficiais em relação à preservação das áreas verdes, materializada principalmente por muita burocracia e pouca agilidade na liberação de autorizações para recomposições de erosões.

Qual a importância da participação dos síndicos de cada condomínio no Conselho Deliberativo da Promutuca?
Essa participação é fundamental. Os condomínios da região devem ser sempre os mais interessados, principalmente com a finalidade de para garantir a preservação ambiental da região e a conseqüente valorização dos imóveis. Além disso, todo o cuidado e a previsão normativa do condomínio em relação à preservação do meio ambiente é totalmente aderente ao que preconizam os objetivos do estatuto da Promutuca.

O que se espera da atuação da Promutuca para a região?
Divulgação e educação, principalmente. Ações extemporâneas não produzem bons resultados. Quando existe uma consciência ecológica latente, produzem antipatia. O melhor é dialogar, tentar consertar o que for possível, respeitar o direito de propriedade. Colaborar na orientação e na identificação de parceiros para a manutenção da fauna e da flora. E, também continuar vigilante no tocante aos novos condomínios que se pretende estabelecer na região, que deve ser sempre a principal bandeira da Promutuca.